Simples Nacional: como ler anexo, alíquota e o valor que realmente pesa no bolso
Publicado em 29 de julho de 2026
Por que existem “anexos”?
No Simples Nacional (fora o MEI “puro”), a alíquota depende do tipo de atividade e do faturamento dos últimos 12 meses. Cada grupo de atividade entra em um anexo (tabela) diferente.
Prestador de serviço, comércio e indústria não pagam necessariamente a mesma coisa sobre a mesma receita.
O que olhar na prática
- Qual anexo a sua atividade usa? (seu contador ou a tabela oficial do Simples)
- Qual a faixa de faturamento dos últimos 12 meses?
- Qual a alíquota nominal da faixa?
- Existe desconto / fórmula que reduz a alíquota efetiva? (em muitos casos, sim — a alíquota efetiva não é só o número “cheio” da tabela)
O erro clássico é olhar só a alíquota “grande” da tabela e achar que vai pagar isso em cima de tudo, sem entender a conta oficial.
Como isso muda o preço do serviço
Se o imposto efetivo sobe, o preço precisa acompanhar — ou a margem some.
Exemplo mental (números ilustrativos):
- Você cobra R$ 1.000 pelo serviço.
- Se o custo tributário efetivo for ~6%, sobram ~R$ 940 antes de outras despesas.
- Se for ~15%, sobram ~R$ 850.
Por isso quem está no Simples precisa precificar com imposto embutido, não “descobrir depois”.
MEI: caso especial
No MEI, o DAS mensal é mais previsível (valor base + ISS/ICMS conforme a atividade). Ainda assim, ultrapassar o limite de faturamento muda o jogo — e aí o anexo/regime da ME passa a importar de verdade.
Checklist do mês
- Some o faturamento bruto.
- Compare com o ritmo do teto anual (se for MEI).
- Guarde XML/PDF de notas.
- Pague o DAS em dia.
Se a sua dúvida for “qual anexo eu sou?”, a resposta segura vem da CNAE + regras oficiais — não de chute em grupo de WhatsApp.
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